Varejo registra alta de 2,6% em Minas Gerais

Redução da inflação e queda nos preços do setor de alimentação favoreceram o comércio varejista no primeiro semestre em Minas Gerais e as vendas registram alta de 2,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o analista de Informações Estatísticas e Geográficas do IBGE-MG, Daniel Dutra, o crescimento já não pode ser tratado como uma recuperação da pandemia. “Temos o histórico e para o comércio varejista este período já passou. O crescimento do primeiro semestre está mesmo relacionado à redução progressiva da inflação e a queda dos preços de alimentos em supermercados”, analisa. Ele explica que o item ‘supermercados’ tem um peso alto na pesquisa, configura como um item importante e a queda dos preços no setor contribuem para impulsionar as vendas.

O crescimento percebido em Minas Gerais ficou acima do Brasil, que registrou 1,3% no primeiro semestre.Para o analista do IBGE-MG, uma tendência que tem sido percebida desde o pós-pandemia. “A gente tem percebido que Minas tem se recuperado mais rápido do que outros estados no País, mas neste semestre especificamente, em relação ao mesmo período do ano anterior, 21 das 27 unidades de Federação apresentaram indicadores positivos, com destaque para Ceará (7,1%), Bahia (3,9%) e o próprio Estado de Minas Gerais (2,6%)”, avalia. Uma tendência que pode ser interpretada como uma melhora econômica nacional. 

Dutra ressalta que se avaliarmos somente junho em relação ao mês anterior, Minas Gerais registrou um recuo de 1,3%. Entretanto, ele não considera a queda uma tendência. “Quando temos meses seguidos de alta como Minas registrou nos últimos cinco meses, é normal termos um mês de acomodação”, explica.

Atividades em destaque

Em Minas Gerais, no comércio varejista, cinco das oito atividades investigadas apresentaram avanço em junho na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Destaque para Combustíveis e Lubrificantes (13%), móveis e eletrodomésticos (7,2%) e Artigos Farmacêuticos (4,2%). “A atividade que mais recuou foi a de livros, jornais, revistas e papelaria com queda de 13,8%”, destacou.

Daniel Dutra ressalta ainda que apesar da pesquisa investigar o comércio varejista, o atacarejo tem sido avaliado pela importância e crescimento que vem apresentando. “Estamos considerando um comércio varejista ampliado”, explica. Nesse quesito, ‘atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo’ a alta registrada em junho com relação ao mês anterior (mai/23) foi de 43,3% e 38,7% de crescimento no primeiro semestre deste ano em relação ao primeiro semestre de 2022.

Dados nacionais 

No Brasil, o volume de vendas cresceu no primeiro semestre do ano 1,3% com relação ao primeiro semestre de 2022. Já de junho em relação a maio, houve um registro de estabilidade, 0% em relação ao mês anterior.

De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, em relação aos dados nacionais, quatro atividades fecharam o primeiro semestre em alta. “Um dos principais responsáveis pelo crescimento nas vendas do comércio varejista foi o setor de combustíveis e lubrificantes. Nos primeiros seis meses de 2023, a atividade acumula 14,5% de ganho em relação ao mesmo período de 2022, com crescimento de 21,1% nos últimos 12 meses”, destaca.

Santos elenca ainda outra importante atividade que pressionou positivamente o resultado do comércio varejista no primeiro semestre de forma nacional. É o caso dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. O setor acumula crescimento de 2,6% no primeiro semestre, com destaque para o resultado de abril, quando registrou alta de 3,3%, avaliou.

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