Vendas do comércio de MG crescem em julho

O volume de vendas do comércio varejista de Minas Gerais teve alta de 0,7% em julho frente a junho, na série com ajuste sazonal, conforme Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o mesmo percentual do registrado pelo País.  Nas demais comparações, os resultados do Estado foram superiores ao nacional.

Na comparação com julho de 2022, o desempenho do Estado também foi positivo, com elevação na comercialização de 3,9%, acima do verificado para o Brasil: 2,4%.

Nesse tipo de análise, o analista do IBGE em Minas, Daniel Dutra, destaca as altas do grupo de móveis e eletrodomésticos (16,5%), bem como de equipamentos e materiais de escritório (14,7%). As atividades que mais recuaram foram as de livros, jornais, revistas e papelaria (-14,9%), tecidos, vestuário e calçados (-10,0%) e combustíveis e lubrificantes (-8,7%).

Dutra conta que um dado que chamou a atenção no levantamento foi o resultado de móveis e eletrodomésticos, o que mostra uma mudança no perfil do consumo, fruto da redução da inflação e do aumento da renda.

Em termos de peso, o analista ressalta que setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que representa mais de 45% da pesquisa, vem apresentando taxas positivas crescentes nos últimos três meses em relação ao mesmo período do ano passado. Em julho, frente a igual mês de 2022, a alta na comercialização do grupo foi de 6,3% em Minas.

Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, Minas Gerais supera o País. De janeiro a julho frente igual período de 2022, a elevação nas vendas foi de 2,7% no Estado, enquanto que o resultado nacional foi de alta de 1,5%. Nos últimos 12 meses, os varejistas de Minas contabilizaram alta de 3% e o País, 1,6%.

Ampliado

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, além de atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, em julho frente junho de igual ano, o comércio no Estado apresentou queda de 0,4%, na série com ajuste sazonal, resultado próximo ao do País (-0,3%).

Em julho deste ano frente igual mês de 2022, a alta em Minas foi de 5,7%, menor que a nacional (6,6%). A situação foi diferente no acumulado do ano, com 5,8% e 4,3%, respectivamente para o Estado e o Brasil. No acumulado dos 12 meses, novamente Minas supera o nacional, com elevação de 3,8%, enquanto que o País computou alta de 2,3%.

Análises

A economista da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Ana Paula Bastos, avalia o desempenho do comércio varejista do Estado como positivo. Ela lembra que o crescimento de 0,7% em julho frente ao mês, na série com ajuste sazonal, aconteceu em cima de uma base forte, já que junho é o mês do Dia dos Namorados, uma das melhores datas do varejo.

Na avaliação do economista-chefe do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Izak Carlos Silva, o resultado do Estado está diretamente relacionado à renda. “Em Minas, temos melhores fundamentos do que no restante do País, como a taxa de desemprego de 5,8%, que aqui é menor, e o mercado de trabalho formal tem gerado proporcionalmente mais vagas no Estado, entre outros fatores que incentivam o circuito gasto-renda e impulsionam as atividades”, analisa.

Ele observou que os segmentos que dependem de crédito, como o de veículos, não alcançaram desempenho positivo em função da ainda alta taxa básica de juros. Em julho frente igual mês de 2022, a atividade teve recuo de 5,5%, conforme a PMC.

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