CNDL lança o seu Manifesto do Varejo

O documento é produzido a cada eleição e distribuído em todo o Sistema CNDL para ser entregue àqueles que concorrem ao Legislativo e Executivo nas esferas Federal, estadual e municipal.

A ideia é que as entidades que compõem o Sistema CNDL se apropriem do documento para que as pautas prioritárias do setor cheguem a vereadores, deputados federais, estaduais e governadores. “Essa é a nossa forma de participar do processo eleitoral de forma proativa, propositiva e, acima de tudo, representativa”, explica José César da Costa, presidente da CNDL.

Conheça a íntegra do Manifesto do Varejo

Essa é a segunda vez que a CNDL produz o documento. A primeira foi há quatro, nas eleições de 2018. Segundo José César, além de ser uma comunicação direta do setor de comércio e serviços com os futuros representantes dos brasileiros, o Manifesto também é uma forma de organizar pautas prioritárias e identificar os principais problemas que afligem o varejo.
Segundo José César, o texto foi elaborado coletivamente, a partir das sugestões das lideranças lojistas de todo o Brasil.
“Nosso Manifesto começou a ser feito em março, quando as mais de duas mil entidades que compõem Sistema CNDL, entre Federações das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs), e o SPC Brasil, passaram a nos enviar sugestões e alternativas viáveis para o nosso setor”, explica o dirigente.

“Nos debruçamos sobre as sugestões e chegamos a um conjunto de ideias que consideramos bastante fiel ao que pensa nosso movimento lojista”. diz. “Agora, vamos trabalhar esse documento junto às autoridades de forma concisa e objetiva. Acreditamos que quando focamos nosso objetivos temos mais chances de alcançarmos resultados positivos.”

O Manifesto
O documento deste ano elencou oito pontos considerados essenciais para serem trabalhados junto às autoridades públicas: reformulação e simplificação do sistema tributário; modernização das relações de trabalho; crédito e financiamento para os setores de comércio e serviços; apoio à inovação no varejo; aprimoramento dos processos e ações relacionadas a ESG; segurança pública e combate ao comércio ilegal; infraestrutura e logística; digitalização e desburocratização do estado.

Segundo José César, alguns temas continuaram na pauta desde a última edição do Manifesto, como a questão do sistema tributário e segurança pública, mas outros dois foram novidade, como a ESG, o termo em inglês que se refere à governança ambiental, social e corporativa das empresas, e a infraestrutura e logística.

“Percebemos que as prioridades mudam a cada ano. A questão do propósito e da responsabilidade social das empresas, por exemplo, não estavam no radar do varejo em 2018. Hoje, essa questão é quase uma obrigação para as empresas. Não à toa, foi o tema que tratamos em nossa convenção em Campos do Jordão”, diz.

José César lembra que a CNDL é uma entidade que não tem qualquer compromisso político com os candidatos e que as ações da confederação se dão sempre no nível das ideias e interesses do setor de comércio e serviços.

“Essa é uma coisa que tem que ficar clara. A CNDL representa uma infinidade de varejistas do Brasil, cada uma com sua inclinação política e ideológica. Nosso papel é focar nos pontos que nos une e que nos fortalece. O Manifesto do Varejo é um dos exemplos mais acabados dessa nossa união e a maneira como o Sistema CNDL entende de viver a democracia”, diz.

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